Meus Sentimentos e Reflexões +18
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Home Archive for dezembro 2016






Sinopse: Uma mulher conta como venceu seu vício em ver vídeos pornográficos e acabou descobrindo algo sobre si mesma que mudou totalmente a sua vida.
                       ...
Nossa, como era difícil viver sem uma pessoa para compartilhar minhas vivências, foi naquela época da minha vida em que vi nitidamente, que às vezes ter um amigo é profundamente necessário.
Eu morava com meu pai, o qual encontrava todos as noites no bar da esquina quando voltava do trabalho. Eu sempre odiei isso, aquele cheiro de cachaça era o cheiro de nossa casa. Mal conversávamos, sempre trabalhei e ele sempre estava bêbado.
Durante todos os dias, quis ter alguém para compartilhar sobre meu vício estranho, aquilo estava me destruindo... Mas sempre soube que não era assunto para conversar com qualquer um.
Sabe, meus relacionamentos sempre foram catastróficos, eu nunca consegui fazer com que nem um homem sequer não tivesse sentimentos negativos por minha causa. Eu sempre preferi ver vídeos pornográficos ao fazer sexo, e quando fazia, precisava ver vídeos no ato. Como se o próprio ato sexual ao vivo e na pele não fosse o suficiente, é claro, qualquer homem se sentia impotente comigo.
Isso sempre deixava-os tristes, e para mim, fazer sexo sem ver vídeos era um fardo. Então, para não magoar ambas as partes, decidi não me relacionar com mais ninguém.
Vivia "sozinha", levava uma vida normal, apesar de necessitar rigidamente, todos os dias, ter um orgasmo para dormir. Já cheguei a aumentar a velocidade de minha internet para ver vídeos em melhor resolução.
Em todos os lugares era válido, como um simples filme de ação ou comédia, só que com o diferencial de causar satisfação em meu corpo. Eu estava bem, mesmo que sem ninguém ao meu lado, estava preenchida.
Houve um dia em que minha internet não mais funcionava, fiquei nervosa e liguei no respectivo fornecedor para reclamar. A resposta deles foi dura de aceitar, disseram que em cinco dias a internet seria normalizada... Fiquei nervosa e joguei um monte de prioridades e urgências as quais teria online durante aqueles cinco dias, mas é óbvio que minha prioridade maior eram os vídeos pornográficos. Os dados móveis do celular os fariam travar, o que iria me enfurecer.
Não teve outra, infelizmente não havia como diminuir os dias. Eles não iriam fazer por mim o que não fariam por qualquer outro cliente.
Não sabia o que fazer, estava acostumada diariamente com os vídeos, era como ficar sem um banho por cinco dias e foi, literalmente, ficar sem dormir por cinco dias.
1° Dia
Um vazio em meu corpo se criava, como um buraco raso, pronto para afundar qualquer coisa que nele pisasse, se deixando levar pela aparência rasa. Quando pisei nesse buraco ao tentar dormir, ele me afundou, lá embaixo haviam muitos pesadelos. Lembro de um em especial, que havia todos os meus exs atrás de mim, nus, com rostos furiosos (risos). Consegui dar alguns cochilos, apesar dos pesadelos estranhos e sem nexo.
2° Dia
Me senti forte por no dia anterior, mesmo não sendo por resistência minha, não ter assistido nenhum vídeo. Ignorei as olheiras e peguei o carro para trabalhar, mas na segunda quadra depois de casa, 'pesquei'. Dei meia volta e decidi ir de ônibus, onde pude cochilar diversas vezes como uma pessoa febril.
3° Dia
Meu rosto já não era o mesmo. Estive com aspecto de acabada.
Antes de ir trabalhar, decidi me tocar. Confesso que até consegui ter um orgasmo, mas foi o pior orgasmo da minha vida. Na verdade, não dá para chamar aquilo de orgasmo, não senti quase nada.
Tive vergonha de mim, acabei me deixando vencer por lágrimas no trabalho e quando Sandra me acalmou na mesa da recepção, me envergonhei ainda mais. Ela me olhou de um jeito que foi impossível descobrir se era cinismo ou malícia.
4° Dia
O entusiasmo de ir ao trabalho era um pouco maior apesar do estresse psicológico ter tomado conta de meu corpo. Novamente me toquei antes de sair e nem pareceu que meus dedos estavam dentro de mim. Tive que domar meu desespero para sair de casa.
Após o almoço no trabalho, Sandra me chamou para pegar alguns livros num quartinho e quando chegamos, ela me colocou contra a parede e me deu um beijo delicioso... Onde pude sentir um pouco de energia positiva. Sandra era depravada e quis mais que o beijo, só que não permiti... Não no trabalho.
5° Dia
Era minha folga e meu pai como sempre, iria passar o dia fora. Convidei então Sandra para minha casa. Marcamos um ponto de encontro e busquei-a. Naquele dia nem comi direito, estava ocupada demais me descobrindo. Fiz amor loucamente com uma mulher, foi sexo casual onde eu nem sabia o que era ser ativa ou passiva. Estive radiante, e obtive um bom orgasmo sem precisar ver vídeos. Era incontida a minha alegria, parecia um adolescente em pleno primeiro beijo.
Não lembro se ela gostou, mas parecia satisfeita.
Sandra não tinha uma reputação tão boa na empresa, todos falavam mal dela. Ela era bissexual e não amava ninguém ao mesmo tempo que amava todos, sério! Foram palavras que ela mesmo dizia.
Ela sempre teve um ótimo senso de humor, ficamos outras vezes após aquela. Sandra foi a mulher que fez eu descobrir qual era o meu problema.
Passado os dias, liguei no fornecedor para cancelar a Internet. Estava decidida a ler livros impressos para estudar e fazer os vídeos serem excluídos da minha vida. E assim foram, sem fazer falta alguma. Com alguns meses, dentre algumas meninas que fiquei, conheci a mulher da minha vida.
Hoje, contando essa história, ao lado de minha Valentina (ela é ciumenta e não gosta que eu fale da Sandra), lhe digo que nem sempre o problema está nos outros, nem sempre o problema está você... Mas o que somos, isso sim, às vezes é um problema por demorar para ser descoberto.
Às vezes, o que nos faz bem não está bem esclarecido em nossas mentes, e pode até estar, mas passamos a ignorar, pelo fato de o que gostamos não ser o que a maioria faz ou gosta e aceita...
Ah, independente do preconceito, o que você é sempre será prioridade para que sua vida seja uma vida de qualidade e não uma mera existência.
E assim descobri meu corpo e me aliviei do medo e da certeza errada de ter um distúrbio louco. O problema não eram os garotos, é que eu nunca gostei de nada dentro de mim.
Obs.: Texto Fictício.
- Juliane França.




Ele nasceu quando eu tinha vinte anos

Pude vê-lo quando era um bebê, morava ao lado de minha casa e mesmo que sempre tenha achado ele uma gracinha, nunca tive coragem de pedir à vizinha para pegá-lo no colo, pois ela falava com minha mãe, mas parecia não ir muito com minha cara. 
Eu sempre fui gordinha na juventude, mas com o passar dos anos, emagreci. Os cabelos longos que antes eram sempre presos, tornaram-se curtos e sempre soltos. Particularmente, acreditei estar na melhor forma, e estava... 
O bebê Jhon cresceu e como esperado, ficou lindo. Corpo malhado, glúteos bem redondinhos (risos) e olhos cor de mel, além da voz grossa demais para sua idade. Ele tinha dezesseis para dezessete anos quando o observei melhor.
Aos dezessete, retirou o aparelho dentário e ficou ainda mais lindo, o sorriso era estonteante e iluminado. Ainda sim, não havia nada demais, era apenas o bebê que vi crescer e que se tornou um menino bonito. Certo dia, ele passou por mim com uma loira e disse:
"Oi, tudo bem?"
Rapidamente respondi. Fiquei nervosa, mas não deveria, pois a cidade era muito pequena e todos se falavam normalmente.

Eu fui casada dos vinte e um até quase trinta. Não tivemos filhos, pois sempre fiz questão de me prevenir ao máximo para não engravidar daquele homem que, além de não ter sequer onde cair morto (vivíamos na casa de minha mãe), já levantou a mão para mim, e ao ameaçar minha mãe quando ela se pôs em minha frente para que ele não me batesse, expulsei-o de casa, com nojo e desgosto dos anos que perdi.

Durante aquele tempo, passei a presenciar Jhon levando algumas meninas em sua casa, meninas que aparentavam serem mais novas que ele. Ele não era do tipo que durava muito com uma só.
Naquela época eu estava sozinha... Aos trinta e dois anos, perdi minha mãe para um infarto fulminante, bem de repente... Não gosto muito de falar sobre o ocorrido, pois não o superei e nem creio que irei superar. Foi doloroso, como uma lâmina afiada escorregando por todo o meu corpo, por dentro e por fora.
A casa onde morávamos é o local o qual vivi boa parte da minha vida e tomo conta, como um templo. Passei a morar só. De início foi torturante, mas aos poucos me reergui o suficiente para tentar viver novamente.

Quando Jhon fez dezenove, fui convidada à sua festa de aniversário. Era um churrasco com uns salgados e um bolinho regado à bebidas, na garagem mesmo, bem informal.
Coloquei meu vestido mais lindo, me perfumei e passei maquiagem o suficiente para não aparecerem as rugas, (admito que estava com intenções diferentes com Jhon, haviam noites as quais sonhava com ele em situações 'relaxantes'). Quando compareci, ele me recebeu como uma grande amiga, o estranho é que ele nunca havia conversado nada comigo além do "oi, tudo bem?". Fiquei feliz, mas mesmo assim, quieta em meu canto.

A festa durou até tarde, confesso que fiquei até o final para pegar aquelas famosas sobras de final de festa (risos), sempre amei bolos, salgados, fora que seria um dia a menos para cozinhar tarde da noite. Fiquei o tempo todo mexendo em meu celular enquanto o pagode rolava, até que quando me dei conta, a música acabou e Jhon estava sentado do meu lado, quando levantei a cabeça, a visão de que já havia terminado há tempos era explícita. É indescritível a vergonha que fiquei, já fui me levantando para ir embora, quando ele me puxou pelo braço e me ofereceu uma vasilha generosa (estava bem pesada).
"Não vai levar uns salgados, Su?"
Aceitei, provavelmente vermelha como um tomate. Agradeci gentilmente e antes que eu pedisse desculpas por sequer notar o término da festa, Jhon me puxou pela cintura e me deu um beijo. Me surpreendi como o rapaz o qual vi quando bebê beijava tão melhor que homens muito mais velhos que conheci durante minha vida.
Me soltei de suas mãos precisas e fui embora sem nada mais dizer. Não fui embora porque não gostei e sim com medo da mãe dele ver tudo aquilo.
Quando cheguei em casa, obtive imaginação o suficiente para ver dentre meus pensamentos não tão limpos, aquela boquinha por todo o meu corpo. Antes que eu me despisse por completo, avistei Jhon em minha janela, pedindo para entrar. Demorei uns cinco minutos para abrir, mas quando abri, foram abertas as portas para meu paraíso entrar.
"Você é meu presente de aniversário"
Eu poderia me sentir um objeto quando ele disse aquilo, mas desejei ser para ele, seu presente de aniversário, e fui. Jamais esquecerei daquela noite a qual vimos a lua se mostrar e o sol dar sinais de que acordou. Minha casa era pequena, minha cama fazia barulhos e haviam muitas roupas bagunçadas em cima da poltrona que se uniformizou com a cama, que se tornou mais bagunçada que nunca.

Eu poderia dizer que foi só uma noite de muito prazer, mas não foi. Eu me apaixonei por aquele garoto, ele felizmente correspondeu.
Eu e Jhon hoje moramos juntos em um apartamento que compramos, longe da cidade pequena que jamais nos apoiou. A casa de minha mãe está alugada para um casal simpático que me garantiram o zelo pela casa.
Levei os mais nojentos nomes de pessoas com quem eu mantinha amizades saudáveis. É difícil andar normalmente em um shopping, ir para um hotel ou um restaurante, sem que as pessoas cochichem sobre nós. É difícil. Mas jamais pensamos em desistir.
Jhon diz ter orgulho de me ter como sua mulher e amante, já que suas exs não eram tão maduras. Somos felizes se nos vermos em um mundo onde não há comentários maldosos. Somos felizes se não nos importamos com ninguém.
Deixa pensarem que sou a mãe ou a tia dele, deixa pensarem que ele está comigo porque tenho dinheiro, deixa pensarem que eu banco ele. Deixa!
Ele era um recém-nascido quando eu tinha 20 anos, mas e daí? O que importa é o sentimento que brotou daquela noite sem juízo. O que importa é a maturidade que Jhon teve ao me assumir como sua mulher depois de uma noite de loucuras e quebras de limites, sem me julgar... Coisa que muitos homens mais velhos não conseguem fazer.
De que adianta ficar com alguém da mesma idade sem que a pessoa possa suprir suas carências, vontades e desejos? De que adianta ficar com alguém da mesma idade só porque as pessoas querem assim?
Problema é deles se por acaso desistissem de algo por conta do que a maioria fala, mas eu não sou assim, jamais serei. E por ironia da vida, em nossos momentos íntimos, é de "meu bebê" que o chamo.
- Juliane França.




Destinos iguais
Corpos diferentes de bocas carnudas
Eu magra demais
Ele forte e espaçoso
Frio no trem
Ar condicionado forte demais
Calor chegou ao sentir
Sua aproximação proposital
Meu corpo arrepiou-se
Nunca mais sentirei aquele perfume
Cheiro de corpo bom, cheiro de loucura
Loucura que iria acontecer
No próximo minuto
Mãos em minhas pernas
Eu inconsequente
Estacionei as minhas nas dele
Sem encarar
Me puxou para perto
Quando meu corpo já pulsava
Me beijou sem nem perguntar
Pelo meu nome
Sentei em seu colo
Um relevo gigante senti
Movimentos de vai e vem
Cada vez mais fortes e precisos
Calcinha para o lado
O som do trem
Acompanhava as estocadas
Construindo uma melodia deliciosa
Língua macia que senti por todo o corpo
Em momentos de loucura daquele homem
Que dedicou aquele tempo
Para me ver gozar
Acompanhando meus gemidos
Ao som do trem
- Juliane França. 


Lá vai a vagabunda
Com aquele short curto
Embaixo desse sol de rachar
Lá vai a vagabunda
Com o batom vermelho
Para seus lábios valorizar
Lá vai a vagabunda
Decidida do que quer
De quem quer namorar
Lá vai a vagabunda
Indo pra balada
Se acabando de dançar
Lá vai a vagabunda
Que levanta cedo
Para suas vestes comprar
Lá vai a vagabunda
Bebendo mais um copo
Que seu marido insistiu em pagar
Lá vai a vagabunda
Que não se mete na vida de ninguém
E assim mesmo é manchete pra você falar
Lá vai a vagabunda
Que tem um filho
Que ela luta para cuidar
Lá vai a vagabunda
Que quando passa na rua
Joga os cabelos para o ar
Lá vai a vagabunda
Que gosta de tatuagens
Como você gosta de fofocar
Lá vai a vagabunda
Que você não conhece
E insiste em julgar!
- Juliane França.




Sempre fui muito quieta e pouco sociável, eu era bem alta e magricela, meu cabelo era loiro natural e bem longo, era bonito e bem cuidado, mas eu sempre o deixava preso. Na escola não tinha essa de ir com a roupa que quisesse, nós meninas éramos obrigadas a usar aquela camiseta quente e uma saia estranha de cor verde com preto. Ela ia até pouco abaixo do joelho, o calçado poderia ser qualquer um, eu sempre ia com um all star, que estava bem velhinho por sinal.
Eu tinha uma amiga, que era bem extrovertida e vez ou outra me deixava de lado para ficar com outras meninas que não pareciam gostar de mim. Às vezes ela ficava comigo no intervalo, às vezes não. Em ambas as vezes, eu ficava sentada num cantinho do pátio, mexendo no celular e quando ela estava, jogávamos conversa fora, ela me falava também dos rapazes que tinha ficado, ela era bem "adiantada" nessa parte. Tínhamos 17 para 18 anos.
Era sexta-feira, eu estava feliz, pois logo seria final de semana, dia de dormir até tarde. Tiveram duas aulas cansativas de matemática e uma aula de química, ao chegar a aula de filosofia, todos vibraram, pois nossa professora estava faltando muito e colocaram um professor de eventual,  que não nos exigia absolutamente nada. Mas, para surpresa de todos, a diretora veio até nossa sala e após pedir silêncio, nos apresentou o novo professor de filosofia: O professor Marcos.
Ele aparentava ter uns 40 anos, usava um óculos pequeno, tinha cabelos grisalhos, o tórax aparentemente malhado, estilo esportivo ao mesmo tempo que discreto e uma voz bem calma e rouca.
"Boa noite, galera! Meu nome é Marcos e sou o novo professor de filosofia de vocês. Gosto muito de aulas dinâmicas, onde eu possa conhecer melhor cada um de meus alunos! Vocês podem se apresentar para mim?"
Aff, tivemos que nos apresentar. Meu coração quase saia pela boca, pois odiava aquilo. Quando chegou a minha vez, me levantei e minha voz mal saía.
"Meu nome é Kelly, tenho 17 anos e... É só (risos). "
Ele riu e balançou a cabeça, chamou outro aluno em seguida, respirei aliviada.
Ele passou uma lição e quando levei a folha em sua mesa, ele afirmou que faltava meu nome - eu tinha esquecido. Me abaixei para assinar, fazendo com que meu rosto ficasse perto do dele. Nossa! Ele era muito perfumado. De repente, ele perguntou no meu ouvido se gostei da apresentação dele. Eu tremi de nervoso e meu "sim" quase não saiu.
A voz dele era absurdamente sexy e quando sentei à mesa, confesso que estava surpreendentemente excitada. Ele havia mexido comigo.
A aula dele passou muito rápido, não consegui mais parar de pensar nele. Comentei sobre ele com minha amiga e percebi que não fui só eu quem reparei em sua beleza, ela também havia achado ele bonito.
O final de semana chegou, logo fiquei torcendo para ter aulas dele novamente, estava disposta a trocar olhares descarados com ele. Procurei por ele no Facebook, mas não encontrei. Chegada a bendita segunda-feira, havia uma aula dele.
Minha amiga me falava que as meninas da outra sala gostaram dele. Ele era realmente muito atraente. Fiquei com um sentimento de conforto, não me sentia mais a menina mais pervertida do mundo, mas esse sentimento durou pouco tempo...
Chegada sua aula, ele passou uma redação sobre "vida após a morte", eu fui muito bem, 'filosofei' bastante. Na verdade, foi um assunto que animou toda a sala. Ele mesmo recolheu as folhas em um determinado tempo, ao recolher minha folha, me deu "boa noite" baixinho, respondi envergonhada, como sempre. Atrás de mim, sentava-se um menino popular, que certamente já havia criado amizade com Marcos, eles estavam conversando à toa, quando o professor estacionou as mãos em meus ombros, fazendo exatamente 3 movimentos de massagem, fiquei sem reação. As mãos dele eram fortes, macias e precisas. Foram o necessário para minha excitação involuntária.
Eu estava louca por aquele professor, eu precisava ficar com ele, pois acreditava que ele estava arrastando uma 'asinha' pra mim também, mas sei lá, por que pra mim, com tantas meninas lindas na sala?
Conversei com minha amiga sobre meu desejo, como previsto ela brincou comigo e disse que iria conseguir o contato dele para mim. Esperei, bebendo água de sua garrafa rosa.
Em pouco tempo consegui o contato do professor, como uma louca o chamei e ele após descobrir quem era, falou espontaneamente:
"Ei, Kelly! Queria mesmo falar com você! Seus trabalhos estão muito bons, gostaria de saber de onde tira todas as suas conclusões e no que se baseia! Pode ficar um pouco mais tarde amanhã?"
Meu coração gelou, meu corpo arrepiou até a espinha, não sabia o que fazer, o horário que ele queria falar comigo era quando todos já tiveram ido embora.
"Oi! Obrigada! Ficarei sim amanhã até mais tarde, te espero!"
Ele respondeu com um emoticon.
Eu desejei muito que ele quisesse mais que saber de onde tirava as informações as quais complementava os trabalhos que ele passava. Me arrumei e me perfumei mais aquele dia. Não contei nada para minha amiga, ela conhecia muita gente e isso iria acabar vazando.
Chegada a última aula, ele não tirava os olhos de mim, eu não soube onde enfiar a cara e fiquei com medo dos outros alunos perceberem, mas não perceberam, estranhamente. Quando o sinal tocou, comecei a tremer involuntariamente. Vi que ele olhava o relógio.
"Kelly, devo lhe parabenizar pelos trabalhos incríveis, tenho orgulho de ter você como aluna!"
Agradeci, minha amiga ouviu e sussurrou:
"Levando elogios do professor mais gostoso da escola, aí sim!"
Despediu-se, me deu um chiclete e foi embora junto à todos os outros alunos, eu fingia que estava saindo, mas só arrumei meus livros para disfarçar. Ele saiu, mas depois voltou e ficou como que disfarçando.
Todos os alunos tinham ido embora, ele então veio até mim. Senti uma ligeira tontura.
Ele perguntou de primeira qual era minha idade.
"Faço 18 no mês que vem."
Ele jurava que eu já era de maior, logo após desconversou e me perguntou sobre minhas explicações em suas respostas, conseguimos desenvolver um bom papo, até perdi um pouco da vergonha, quando de repente ele soltou meu cabelo.
"Nossa, como fica linda com cabelos soltos."
Agradeci, ele descaradamente acariciou meu rosto, eu coloquei minha mão por cima da mão dele e admiti que ele era muito atraente.
"Tá louca, eu sou um velho e você é uma jovem bebê ainda."
Sorri tímida e ele me beijou.
A boca dele era macia, ele tinha um beijo delicioso, o beijo foi longo o suficiente para perdermos o juízo e ele colocar sua mão por baixo da minha saia, confesso que não tive forças para impedi-lo. Deliciosa a massagem que ele me fez, após colocar minha calcinha para o lado. Durou pouco tempo, ele falou que continuaríamos depois, eu concordei e quando levantei, algo escorria de dentro de mim, era excesso de prazer. Logo ele falou que eu não poderia sair daquele jeito. Ele me limpou, com sua boca. Enlouqueci, nunca havia sentido nada igual, mas precisávamos ser rápidos, estávamos na escola.
Ele saiu da sala como se nada houvesse acontecido e eu saí 5 minutos depois. Ninguém pareceu ter percebido.
No caminho de casa, ainda estava anestesiada, ao deitar em minha cama a ficha caiu. Fiquei com o meu professor coroa gato, ele me beijou todinha e ninguém poderia saber disso, era uma situação boa, me senti num empolgante filme de suspense/erótico.
Em sua seguinte aula, eu estava de cabelos soltos e esperei que ele me desse algum sinal, mas ele agiu como se nada houvesse acontecido, apesar dele ter dado algumas olhadas não houve nada de anormal, em certo momento até me questionei se aquilo de fato havia acontecido.
Havia brotado uma aliança gigante em sua mão esquerda, fiquei assustada. Nos meus contatos não havia mais o número dele. Perguntei à minha amiga se ela tinha o número dele e ela disse que ninguém tinha, pois ele era muito sério e casado.
Eu estive sonhando o tempo todo. Entrei em pânico, acho que alguém me drogou, pois na aula passada eu havia ficado com ele!
Fui embora indignada, passei pela diretoria e o Sr. João, um homem barrigudo e calvo que trabalhava na direção, me chamou discretamente:
"Não vai se despedir de mim, minha jovem bebê?"
Fiquei sem chão... Era exatamente assim que fui chamada aquele dia pelo professor Marcos.

Obs: Texto fictício.
- Juliane França.




Minha vida nunca foi fácil no quesito "identidade", na verdade o tradicional imposto pelas pessoas me dá nojo... É muito forçado! Sempre encontrei conforto entre os braços das outras meninas e até mesmo no meio das pernas delas.
Minha tia nem sonha nesse meu lado, sou para ela a menina que agora não quer saber de namoro, somente focar nos estudos. Queria muito poder compartilhar com ela, mas ela me expulsaria de casa.
Verônica é minha atual ficante, ela é mais quente que o próprio fogo, e me deixa mais molhada que a própria água, sério...
Teve um dia que fizemos sexo no último banco de um ônibus, não tinha quase ninguém e o pouco de gente que tinha estava lá na frente. Ela me beijou até eu sentir vontade de tirar a calcinha, e quando tirei, ela ficou de joelhos e me chupou desesperadamente, como se minha vagina fosse uma laranja bem doce, foi fantástico... Quando eu estava naquele momento "pré-orgasmo", em que fica quase impossível parar, de repente o motorista do ônibus aparece no corredor para ver o que estava acontecendo (acho que gemi alto demais); ao nos ver, ficou excitado imediatamente e admirou como um predador, mas Verônica fez sinal com a mão para ele sair.
Quando chegou minha vez de fazê-la gozar, infelizmente já tínhamos chegado ao nosso destino. Ela nem ligou, mas coloquei a mão nela e estava ensopada.
Saímos daquele ônibus bem risonhas e eu, mal conseguia ficar em pé. Nem olhamos na cara do motorista! (risos) Nunca mais vimos aquele cara, ufa!
Essa foi só uma das tantas experiências deliciosas que tive com aquela garota. Fora o lado sexual, amo a forma com que ela me cuida e me faz dar risada, aquele sorriso dela... Nossa.
Não sei o que fazer quanto a minha tia... Mas independente de tudo, não vou largar de ser quem sou um minuto sequer. Não quero nenhum homem e não sou uma aberração. Sou mulher que gosta de mulher, que tem direito de ficar com quem me der na telha. Minha vagina grita por vaginas, e não vou vetar esse desejo por conta da padronização mais hipócrita e nojenta que existe: A imposta por minha raça.
Eu amo ser quem sou.
Obs.: Trata-se de um texto fictício.
- Juliane França.




Deixa eu te contar um segredo:
Mulher também se masturba
Desde a puberdade;
Acorda excitada;
Vê pornografia;
Às vezes precisa gozar pra relaxar,
Pra aliviar a dor de cabeça,
Para dormir melhor;
Mulher também repara no corpo masculino
E tem suas partes preferidas;
Mulher também gosta de receber
Um bom oral;
Odeia ficar na mão;
Mas sua mão é bem melhor
Em algumas ocasiões;
Mulher gosta de boa pegada;
Mulher também se toca no banho
Imaginando situações prazerosas;
Ficam excitadas involuntariamente...
Às vezes, molham a calcinha com um simples carinho;
Mulheres têm a mesma intensidade sexual que os homens.
O que muda
É o formato da genitalia
E só.
Não tem isso de "vagabunda"
Não tem isso de "assanhada"
O que há aqui são mulheres!
Com os mesmos desejos
Que o sexo oposto.
Até porque é só sexo oposto...
E não espécie oposta.
- Juliane França



Fogo bom que me arde e consome
Sensação deliciosa...
Chego molhada até o Espaço
Vejo mais estrelas que as já existentes
Elas têm cheiro de prazer
E me sorriem com maldade
Ignoro o telefone!
Não quero voltar para meu banheiro vazio
Quero ficar em êxtase pra sempre
Isso necessita durar toda a minha vida!
Gostoso...
Estou perto de chegar a Lua
Meus dedos estão escorregadios demais
Meu gemido perde a força
Meu corpo perde a boa postura
Alma e pernas bem abertas
Olhos revirados para melhor presenciar o paraíso
...
E quando finalmente toquei a Lua
Jorrei, jorrei gostoso
(Ahhh...)
Jorrei revigor
E a mais indescritível poesia
- Juliane França.



Palavras pingando suor
Suspiros de prazer mútuo
Insanidade insaciável
Gemidos cantados e incontidos
Palavras de carinho e deliciosas ofensas após
Alisar, arranhar, encostar, bater, chupar, morder
Mas que descontrole!
Descontrole dos animais inconscientes
Do resto do mundo
E vivendo loucamente aquele bom breu
Aquelas horas ferventes
Em que pode chover estrelas
E falarem as flores
Chove você dentro de mim
E em ti implora satisfação, a minha flor
- Juliane França.
Sinta-se em casa, não repare a bagunça
Ela viajou e só volta segunda
Quero aproveitar você todinha
Me deixa louco com essa carinha
Tire sua roupa, ou quer que eu tire?
Devo pedir que você se vire
Para entrar em meu êxtase carnal
Você tem um corpo escultural
Nunca diga que é uma qualquer
És tentação de mulher
Meu recanto corporal
Que pele radiante
Mas nunca deixará
De ser minha amante
Não passará disso
Preciso te lembrar com clareza
Que minha mulher é minha realeza
E ela, jamais vou deixar
Sou sincero, eis a questão
Quer continuar a ser minha segunda opção?
- Juliane França.


Seu jeito selvagem
Sua pegada forte
Me deixam louca...
Faz-me tua submissa
Entre em minha boca com vontade
Me ensine a ser uma boa menina
Toque-me
Faz-me gritar
Pegue-me com firmeza
Em todos os lugares inusitados
Faz de mim, mulher

Massageia-me por dentro
Faço de ti, meu trampolim
Meu meio de mais intenso prazer em carne
Ver ter corpo suado é poético
Desenhado sobre o meu
Seus lábios beijando todos os meus lábios
Por favor, não pare agora
Seu gemido pré-orgasmo é música
E ver você gozar
Faz com que minha flor derreta de amores em sua boca

Tão macia...


- Juliane França.




Algo em você me faz totalmente irracional
Não sei se é seu cheiro adocicado de champanhe
Ou os seus olhos de amêndoas 
Talvez seu tom de voz, que parece cantar para acordar meu corpo
Sua pele tão convidativa que almejo tocar... Ou você inteira
Não sei, ainda não descobri.

O vento que sopra quando passa por mim
Me arrepia por completo
Meu corpo grita por você, desesperado
Seu sorriso me acende
Me excita

Linda...

Essa noite de quinta-feira vai nos aplaudir
Aquela mesa será nosso palco
Sua voz irá gritar de prazer
E minha voz irá acompanhar
Será a canção que nos acompanhará em nosso show 

Seus arranhões são as mais gostosas carícias
Seus olhos inquietos me enlouquecem 
Dois corpos que a todo custo desejam ser um só
E acabarão sendo
(Porque nessa noite de quinta...)

Viciei nas curvas do seu corpo
Em seus seios desenhados vou me deliciar
Tire suas mãos daí, eu resolvo isso
Com minha boca.
Você merece ser irracionalmente apreciada

Maravilhosa!

Quinta-feira irá nos assistir
E a Lua iluminar, pela fresta da janela.
Sei que o mundo é grande
Mas nosso show será o melhor, minha metade fera irá entrar em ação
E não irei terminar meu espetáculo 
Até te ver derreter em mim.


- Juliane França
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Beijo Doce?

Beijo doce?
Dispenso!
Beijo bom é beijo salgado
Com gosto de viagem
Com gosto de mergulho
De pulo nas ondas
Com gosto de mar

- Juliane França


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Meus Sentimentos e Reflexões
Olá, como vai? Espero que bem! Tenho 20 anos e sou completamente apaixonada pela escrita. Desculpe, sou péssima para me descrever, creio que para conhecer mais sobre mim, só me conhecendo ou mesmo me lendo! (risos) Seja bem vindo (a), espero que goste. Não venha só uma vez!
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