"Natureba"
Disseram que eles iriam enjoar daquele mesmo “tira e bota” de sempre.
No começo, pareciam dois adolescentes, só que bem comportados. Ela se vestia toda, se maquiava e ficava parecendo aquelas meninas de capa de revista, tipo aquelas gatonas do Instagram, sabe? Ele adorava tudo aquilo, fazia a barba sempre que iam se encontrar, enquanto os pelinhos de baixo nem existiam, perfumava até suas partes íntimas só para ficar a altura daquele rostinho de princesa dela. Ela não gostava muito do perfume dele, forte demais! Mas achava que ainda não havia “intimidade” para palpitar e sair daquele sexo manjado, que imitava filmes adultos.
Com quatro meses de namoro, ela até pensava em vestir aquela calcinha mais velhinha, mas a ideia não passava das barreiras de sua mente. E é claro, o sutiã tinha que combinar com a calcinha, pequenininha, quase machucando as partes... Quando tirava, até fechava os olhos de alívio. A amiguinha ou estava nua ou de “moicano”, quase sempre nua, para ele dar uns beijinhos. “Vai que ele não gosta dela peludinha?”
Ele, por várias vezes, teve que ir ao banheiro para tirar a cueca por estar com as famosas “freadas”, e usava isso como desculpa para sensualizar, dizendo que assim ficaria mais fácil de sentir ela ainda com roupas... E ela caia na ideia.
Os gemidos e falas durante o ato eram típicas dos filmes. Ela queria falar algo a mais, mas e o medo de ele achar estranho? Ele queria gritar quando chegava ao orgasmo, mas nos filmes, é difícil um homem ser escandaloso.
Mas com alguns anos, a calcinha meio velhinha foi usada, ele até gostava dela, ao ponto de rasgá-la no dente. Ela finalmente revelou que odiava que ele perfumasse o amiguinho. Ela já escorregou enquanto vinha toda sensual na direção dele, ele já errou o buraco e hoje, essas coisas são motivo de gargalhada entre os dois. Ás vezes a ppk está lisinha e ás vezes não, mas ele se lambuza independente do jeito que estiver. Ele hoje brinca, dizendo que o parcinha gosta de estar entre a “mata atlântica” e, mal se depila. Ela passou a dizer tudo o que queria dizer, melhorando a qualidade do sexo. Ele grita quando chega ao orgasmo... Eu escrevi “grita”? Não, ele faz o maior escândalo. E ela adora...
As peças íntimas dela são bem coloridas e, as cores quase nunca combinam, hoje ela sabe que ele nunca nem reparou nisso e vai usar verde com vermelho essa noite.
As máscaras da ficção caíram e isso fez um bem danado para os dois que, não broxaram, mas se amam e se conhecem. Os dois se tornaram mais os dois... Da forma mais original, natural e espontânea possível.
- Juliane França
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